![]() |
Seja bem-vindo, Visitante |
|
Originalmente, os modos gregos eram um sistema musical de escalas desenvolvido na Grécia Antiga, baseado na escala Pitagórica e formado apenas por notas naturais(sem acidentes). Até cerca de II d.C. estes modos eram em sentido descendente e formados apenas por quatro notas diferentes. A partir daí, passaram-na a usar com sete notas ( a oitava sendo repetição da primeira) de sete maneiras diferentes. No século IV, São Ambrósio, bispo de Milão, adaptou os modos gregos para uso na música sacra. Eram apenas quatro modos, chamados posteriormente, no sistema gregoriano, de modos autênticos.
A partir do séc. VI, São Gregório Mago aperfeiçoou os modos ambrosianos e acrescentou-lhe mais quatro, os quais receberam o nome de modos plagais(encontrados uma 5ºJ abaixo dos autênticos). O desenvolvimento do sistema de modos medieval foi um processo gradual, o qual não é possível reconstituir claramente todas as etapas, afinal, faz muito, muito tempo. Bom... terminado o processo de aperfeiçoamento, o sistema incluía 8 modos. Que foram chamados de modos litúrgicos, eclesiásticos ou gregoriaos. Os modos eram identificados por números e agrupados em pares: os ímpares eram os autênticos e os pares, os plagais. As escalas modais autênticas podem ser consideradas como como análogas quanto á escala de oitava nas teclas brancas de um teclado moderno e as plagais, uma quarta mais abaixo, com algumas diferenças de afinação(por isso não havia como serem transpostos.). Os modos eram um meio de classificar os cânticos e de ordenar nos livros litúrgicos.
Enfim, em meados do séc. XVI, o monge Henricus Glareanus concebeu em 1547, um sistema de 12 modos, acrescentado aos oitos "originais", dois em lá(eólio e hipoeólio) e dois em dó (jônico e hipojônico). Alguns dos doze modos eram de escasso uso prático, mas, com o desenvolvimento da harmonia, dois dos modos de Glareanus (o jônico e o eólio) foram considerados os mais adequados a harmonia e passaram a ser conhecidos, do séc. XVII em diante, respectivamente como escala maior e escala menor, nas quais a grande maioria da música se baseia desde então. A tentativa de adoção do modo Lócrio não sobreviveu á teoria de que o intervalo de 5º diminuta (trítono), entre as notas si e fá, criava uma sonoridade excêntrica, inadmissível. O próprio jônico teve sua execução proibida, pois sua sonoridade era alegre e era utilizado em manifestações populares, como a dança.
Até hoje, países orientais, cujo sistema é natural, têm sua cultura musical enraizada no modalismo. Em alguns países como a Índia, onde tudo é modal, existem cerca de oitenta e nove modos diferentes(Pelo visto, não são apenas os dialetos.). Em países ocidentais, mesmo com forte influência do tonalismo, a música modal ainda sobrevive não só na música sacra, mas também na profana, pricipalmente relativa ao folclore específico de cada país. É de extrema importância a compreensão dos modos para fins de análise, composição, arranjo, rearmonização, harmonização, e improvisação. Mas não estamos tratando de música modal. E sim a aplicação do mesmo á música tonal. Modos gerados pela escala Maior => Modos relativos São os modos que tem tônicas(fundamentais) diferentes mas tem a mesma armadura de clave(os mesmo acidentes) e consequentemente, as mesmas notas. Os modos construídos na escala modelo de Dó Maior, chamados também de modos naturais, similares aos autênticos, daquele sistema que vimos de Glareanus. As Notas de tensão(são representadas por um T) são notas que não fazem parte dos acordes mas enchem ele de "brilho" dando mais força. Grau característico é o grau que difere o modo de uma escala maior, menor ou até memso de um modo. 1) Jônico/Iônico
Grau da Escala Maior: I Formação: t t st t t t st / 1 2 3 4 5 6 Modo: maior Acorde representante: I7M Grau característico: nenhuma Nota(s) de tensão: T9 Notas evitadas: T11 (Porque forma um intervalo de 9ºm com 3) Aplicação: C7M, C7M(9), C6, C6/9, C7M/6 Digitação:
Obs: Quando a melodia estiver na fundamental(I7M) deve-se substituir o acorde de 7M por 6(I6) porque a melodia irá se chocar com a harmônia e o efeito não é desejável. 2) Dórico
Grau da Escala Maior: II Formação: t st t t t st t / 1 2 b3 4 5 6 b7 Modo: menor Acorde representante: IIm7 Grau característico: 6 Nota(s) de tensão: T9, T11 Notas evitadas: 6º Aplicação: Dm7, Dm7(9), Dm7(11), Dm6, Dm7(13) Digitação:
O modo dórico é usado com bastante frequência, inclusive em acordes Xm7, quando a melodia permite. A nota característica é 6(Se fosse na escala de ré menor seria o si) porque é o que diferencia esta escala da escala menor natural. 3) Frígio
Grau da Escala Maior: III Formação: st t t t st t t/ 1 b2 b3 4 5 b6 b7 Modo: menor Acorde representante: IIIm7 Grau característico: b2 Nota(s) de tensão: T11 Notas evitadas: Tb9, b6 Aplicação: E7/4(b9) Digitação:
O modo frígio não é muito utilizado, apenas em acordes com função IIIm7(em tonalidade maior). É o único modo derivado da escala maior com duas notas evitadas, e é o único grau que não aceita a 9º na formação do acorde. No lugar desta, tem-se a fundamental. Bem, se quiser deixar a prática deste modo mais interessante, use-o em acordes dominantes suspensos com Tb9 e Tb13 (V 7/4(b9/b13)), que também é chamado de acorde Frígio. 4) Lídio
Grau da Escala Maior: IV Formação: t t t st t t st/ 1 2 3 #4 5 6 7 Modo: maior Acorde representante: IV7M Grau característico: #4 / #11 Nota(s) de tensão: T9, T#11 Notas evitadas: Nenhuma Aplicação: F7M, F7M(9), F7M(#11), F6, F6/9, F6(#11), F7M/6, F7M/6(#11) Digitação:
O modo lído é extremamente utilizado, até mesmo em acordes X7M, justamente porque não tem notas evitadas. 5) Mixolídio
Grau da Escala Maior: V Formação: t t st t t st t/ 1 2 3 4 5 6 b7 Modo: maior Acorde representante: V7 Grau característico: b7 Nota(s) de tensão: T9, T13 Notas evitadas: 4 Aplicação: G7, G7(9), G7(13), G7/4, G7/4(9), G7/4(13), G7/4(9/13) Digitação:
O modo mixolídio também é chamado de "escala dominante" por se encontrar no V grau(dominante). Mixolídio, jônico, dórico e lídio são extremamente importantes e utilizado em dominantes sem alterações de 5º, 9º e 11º. O acorde dominante é com certeza o mais riso em variações de alterações de modos. 6) Eólio
Grau da Escala Maior: VI Formação: t st t t st t t/ 1 2 b3 4 5 b6 b7 Modo: menor Acorde representante: VIm7 Grau característico: não tem Nota(s) de tensão: T9, T11 Notas evitadas: b6 Aplicação: Am7, Am9, Am7(11) Digitação:
O modo eólio não tem grau característico poir ser indêntico á escala menor natural. Ele é um modo pouco usado, utilizado apenas em acordes VIm7 na tonalidade maior. b6 é sua nota evitada por "chocar" com 5. 7) Lócrio
Grau da Escala Maior: VII Formação: st t t st t t t/ 1 b2 b3 4 b5 b6 b7 Modo: menor Acorde representante: VIIm7(b5) Grau característico: b5 e b2(T9) Nota(s) de tensão: T11, Tb13 Notas evitadas: Tb9 Aplicação: E7/4(b9) Digitação:
O modo lócrio também é chamado de escala meio-diminuta, e assim como o grau VIIm7(b5) ele é pouco utilizado na tonalidade maior. Eles serão melhor utilizados quando aplicados na tonalidade menor que veremos em outro tópico. O ideal é você transpor estes modos para todos os tons, apenas se baseando nos graus. Modos Paralelos Quando uma música está na tonalidade de Sol maior, por exemplo, mas começa com um Am7(IIm7), nós podemos aplicar seu modo correspondente melodicamente, que seria o modo dórico, como nós vimos ali em cima. Sendo assim, esse Am7 passa a ser chamado de Am7 dórico. É muito interessante o estudo paralelo dos modos para aprimorar seu aprendizado, e o efeito é lindo! Você vai perceber que os modos tem desenhos iguais aos da escala maior e menor, mas não deve pensar neles assim, deve pensar neles como escalas independentes. Estudando os modos paralelamente fica evidente as diferenças entre os modos. Resumindo: ![]() |
|
| Todos os direitos Reservados para Raviolleiro |